Por: Filipe Andrade
O pagamento de empréstimo consignado para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e para famílias que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) agora tem um prazo maior.
O governo ampliou o período de quitação das dívidas de 84 para 96 meses, uma medida anunciada pelo ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, nesta quarta-feira (5).
Essa decisão busca alinhar o prazo do empréstimo consignado dos aposentados e pensionistas do INSS ao dos servidores públicos.
Além disso, a iniciativa tem como objetivo aliviar o orçamento dos beneficiários, proporcionando uma flexibilização maior no pagamento das parcelas.
Agora, os segurados terão um período maior para quitar suas dívidas, o que pode significar parcelas mais acessíveis.
O crédito consignado é uma modalidade de empréstimo onde os valores das parcelas são descontados diretamente da folha de pagamento ou do benefício previdenciário. Dessa forma, as taxas de juros costumam ser mais baixas do que as de outras linhas de crédito.
Com a mudança, os contratos podem ser firmados com um prazo de até 96 meses, proporcionando aos aposentados e pensionistas um fôlego financeiro maior.
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Essa nova regra se aplica tanto para novos contratos quanto para refinanciamentos de dívidas existentes.
Primeiramente, a alta demanda por empréstimos consignados motivou a medida. De acordo com o ministro Carlos Lupi, mais de 16 milhões de contratos estão ativos nessa modalidade, o que demonstra sua relevância para os segurados.
Além disso, o governo buscou garantir uma melhor negociação entre os bancos e os tomadores de crédito.
Como o grau de inadimplência do crédito consignado é muito baixo, as instituições financeiras também veem a medida com bons olhos. Afinal, um prazo maior significa um risco reduzido para os bancos, o que pode influenciar positivamente as condições oferecidas.
Outro fator relevante é a recente decisão do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) de elevar o teto dos juros do crédito consignado.
A taxa para empréstimos pessoais subiu de 1,66% para 1,8% ao mês, enquanto a taxa para cartões de crédito consignado permaneceu em 2,46% ao mês. Esse ajuste foi uma resposta à alta da taxa Selic, que atualmente está em 13,25% ao ano.
Com a ampliação do prazo para 96 meses, os beneficiários podem usufruir de diversas vantagens:
Os beneficiários que desejam contratar ou refinanciar um empréstimo consignado com as novas condições devem seguir alguns passos.
Primeiramente, é necessário procurar uma instituição financeira autorizada pelo INSS. Além disso, é essencial verificar as taxas praticadas pelos bancos, já que elas podem variar.
Para garantir uma contratação segura, o INSS recomenda que os segurados não aceitem ofertas de crédito por telefone ou mensagens, evitando golpes financeiros.
Também é fundamental ler atentamente o contrato e conferir todas as condições antes da assinatura.
Com a ampliação do pagamento de empréstimo consignado, muitos aposentados e pensionistas ganharão um fôlego financeiro.
Para aqueles que já possuem contratos ativos, a possibilidade de refinanciamento pode representar um alívio imediato no orçamento.
Outro aspecto relevante é que, apesar das taxas de juros terem sido ajustadas, o crédito consignado ainda é uma das modalidades mais vantajosas do mercado.
Isso porque as taxas continuam mais baixas em comparação a outros tipos de crédito, como cheque especial e cartão de crédito rotativo.
Por fim, a medida reforça a necessidade de um planejamento financeiro cuidadoso.
Bem como, mesmo com parcelas menores, é essencial que os beneficiários avaliem suas reais condições antes de assumir um compromisso financeiro de longo prazo.
O pagamento de empréstimo consignado passou por uma mudança significativa com a ampliação do prazo para 96 meses.
Além disso, essa medida, anunciada pelo governo, visa facilitar a vida financeira dos aposentados e pensionistas, tornando as parcelas mais acessíveis e reduzindo o impacto mensal nos orçamentos familiares.
Nesse sentido, com taxas ainda competitivas e a segurança do desconto em folha, essa modalidade segue sendo uma das mais vantajosas para os beneficiários do INSS.
No entanto, é fundamental que os segurados analisem suas finanças antes de contrair um novo empréstimo ou refinanciar dívidas existentes.
Agora, com mais tempo para pagar, os aposentados têm a oportunidade de equilibrar suas contas de maneira mais organizada e segura.
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